A polícia nunca foi minha editoria preferida. Mas agora consigo entender como alguns jornalistas adoram esse gênero. Sim, porque descrever um bom "lance" policial é coisa para profissionais. É só pensar na grande reportagem policial "A sangue frio" de Truman Capote. Genial.
Um jornalista nunca deixa de sê-lo. E foi por isso que eu a Fer brincamos de repórteres policiais por alguns minutos. Estávamos passando na Osmar Cunha, na segunda-feira 11.04, quando começou uma briga no Bar Ilhéu. Coisa feia. Voou garrafa, chute, soco e até banco (isso mesmo, bancos, daqueles altos, de bar).
Primeira atitude: pegar a câmera fotográfica que estava na bolsa e registrar tudo. Segunda atitude: ligar para a polícia. Terceira atitude: ouvir os populares. Afinal, a voz do povo é a voz de Deus.
A chegada da polícia foi digna de um filme de Hollywood. Com direito a derrapagens, sirenes e cavalinhos de pau. Detalhe: estiveram no local 7 viaturas e 15 policiais. Tudo isso para apartar uma briguinha de bar. Se acontecesse qualquer outra coisa na cidade naquele momento não teria policiais para acudir.
Enfim, os policiais levaram uns três homens para a delegacia e tudo se acalmou. E essa história não foi publicada em nenhum jornal nem as imagens passaram na televisão. Mas proporcionou muitas gargalhadas.
Wednesday, April 13, 2005
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